6 de mai de 2015

Feira



Depois de umas tres décadas pelo menos, fui fazer a feira.
Descobri uma feira perto de casa... ainda bem que as feiras livres em SP ainda não acabaram.
Lá fui eu, desta vez sem a mãe me puxando pra que eu não sumisse na barraca do coco ralado.
Sim, ainda tem coco ralado na feira e comprei mais do que poderei comer nos próximos dias, meio que tirando o atraso dos anos sintéticos da metrópole.
Mas o feirante me disse que posso congelar.
Todos eles dão bom dia... veja você, eles dão bom dia! E ganhei 2 maçãs verdes a mais e 4 limões galegos, pra "virar freguesa". Eles conhecem a fidelização de cliente desde os tempos imemoriais.
Tinha tanta fruta, verdura e legume... tinha uma barraca com especiarias nordestinas. Salve o nordeste que veio pra cá nos redimir da sizudez produtiva.
Aquela mistura de cheiros e vida... o vendedor de maçãs me diz que "o produtor garantiu a "suculência, senhora"... e os abacates estão no ponto de comer.
Aqui sentada em casa, olho em cima do balcão pra todas essas cores que foto nenhuma conseguirá captar, e quase ouço a mãe começando a fazer o almoço e cantando um bolero, de avental na cintura, e reclamando que o preço dos tomates está pela hora da morte.


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